sexta-feira, agosto 17, 2012

Hoje acordei meio... Homens, pênizes e aconchego

Hoje acordei meio... 
Homens, pênizes e aconchego

# Bom dia a você, ticudinho da mamis, bom dia a você, ser peniano, dotado de uma berinjola no meio das pernitas... Bom dia a você que pensa com a cabeça de baixo – e por ela faz coisas que até Dio duvida... Bom dia a você amiguinho incompreendido, maltratado, mal falado e até algumas vezes evitado... Bom dia a você que passa a maior parte da vida cabisbaixo, mirando o solo, e em algumas situações muito próximo a portas exclusivamente de saída... Bom dia a você que se pudesse daria mais atenção ao seu amigo narigudo, se você pudesse lhe acariciaria mais, seria mais atento, até quem sabe, se você pudesse, lhe agasalharia com roupas exclusivas neste tórrido inverno sulino, heinz? Sim amigo, imagino que se você pudesse, no lugar do fecho colocaria uma gola, assim você poderia expor mais facilmente o membro que tanta felicidade lhe proporciona... Não seria muito mais fácil? Um sexo básico sem precisar abrir o fecho? Pá, pum, foi, não precisa nem guardar, óin... Você poderia colocar uma mantinha nele no inverno e óculos de sol no verão, não seria o máximo? Você poderia adaptar o cumprimento dos seus melhores amigos, ao invés do bobo aperto de mãos, vocês poderiam trocar apertos de pênis, olha que legalez!!! Deve ser este o problema dos meninos, o fato de boa parte da vida seu melhor amigo passar cabisbaixo... É, é isto! Então, durante toda a vida masculina, eles procuram agradar o amigo, mostrando-lhes diversas cavernas, umas mais bonitas que outras, umas mais aconchegantes que outras, e outras que sequer você o levaria novamente... Esta é a questão então, pãtz, levei décadas para descobrir, que na verdade este amor peniano por parte dos homens nada mais é do que a busca de carinho para um amigo que passa grande da sua vida abalado, tristão, e se não fosse demais, eu diria até despencado... Óin homens, meninos, ticuditos, fiquei com pena dos seus companheiros agora, óin... Meninas, eles só querem o aconchego que nossas cavernas podem proporcionar a seus pênizes ermitãos, tadjenhos... Ahn meninos, podem sair coçando o saco daqui pra frente, exponham seus órganos genitales, 
sem medo sem vergonha, nós meninas compreenderemos que tudo não passa de uma força que se dá a um amigo deprê...
Ou melhor, deprênis... #

quarta-feira, agosto 15, 2012

Hoje acordei meio... O bicho da seda

Hoje acordei meio...  O bicho da seda

 # Bom dia a você que acordou fazendo tudo sempre igual, sacudido as 6 da matina pelo despertador, seguindo a rotina de banho, roupa, café, trabalho, estresse, casa, pijama e cama... Bom dia a você que todos os dias faz tudo exatamente do mesmo jeito, e se preocupa com o que vai comer, se a esposa tá te traindo, se o filho está bem na escola, se as pessoas gostaram do seu sapato novo, se o seu pai está tomando o remédio para o coração, e todas as outras coisas que são todas idênticas... Então você chega em casa e percebe que falta arroz! Como um robô, você pega seu fusca 74, dirige até o super mercadê, caminha até a gôndola dos arrozes e volta para sua bela casa de bonecas... Se te perguntarem qual era a fisionomia da caixa que lhe atendeu, você saberia me dizer? Você poderia me contar se o empacotador era um menino ou menina? Tá, você estava desatento, tudo bem... Mas e ontem? Você se lembra da pessoa que entrou no elevador com você, que desceu no mesmo andar que você, e que talvez trabalhe na mesa ao lado da sua? Você saberia me dizer se é homem ou mulher? Loira ou ruiva? Hãn? Não né... Pois é... Você não saberia dizer ontem, nem anteontem, nem semana passada, nem nunca! Por quê? É sua memória que está indo embora? Você está ficando cego? Míope? Não amigo, você está somente cada vez mais tomado por este terrível hábito humano de olhar para o seu próprio umbigo, assim como eu e toda a sociedade... Não nos interessa se o vizinho sente fome ou frio, desde que nós estejamos agasalhados e saciados, não importa se há guerra no oriente, desde que não haja na nossa casa, tá tudo certo, não importa se falta medicamento para câncer, afinal, não temos a doença! Não importa nada, desde que não nos afete... Somos bichos da seda, vivemos em nosso casulo próprio, não estamos nem aí se há dor e sofrimento na nossa calçada, o que importa é que ele não adentre nossa casa... Se há morte ali do outro lado da rua, o que importa é que alguém recolha o cadáver... Não estamos nem aí para o outro, por que a prioridade somos nós... Aprendemos de uma forma desastrosa que somos nós em primeiro lugar, o problema é que o outro não está em segundo, nem tampouco em terceiro... E é o círculo vicioso do eu quero, eu preciso, eu tenho, eu posso, eu sou... Até que o tempo do querer, precisar, ter, poder e ser se esgote... Até o momento em que você precise que alguém olhe POR você... Até o momento em que você precise de alguém que olhe PARA você... Talvez então você deixe de viver dentro de seu casulo, se preocupando somente com seu umbigo, e descubra quantos outros umbigos também existem por aí... # 


segunda-feira, agosto 13, 2012

Hoje acordei meio... Vamos tornar o mundo melhor


Hoje acordei meio...   
Vamos tornar o mundo melhor

# Bom dia amiguinho a você que tem assustadoramente se preocupado com os rumos que o mundo vem tomando, bom dia a você que anda triste com este monte de caminhos tortuosos e de falsas esperanças a que diariamente temos nos deparado, onde nos falta verdade, respeito, e paixão... Nos falta neste mundo caótico um pouco mais de liberdade, de opções e de não nos importar com as opiniões alheias... Nos falta tempo para beijar mais e fofocar menos, nos falta tempo para não fazer nada por um tempo, nos falta tempo para abraçar o tempo e deixar que ele escorra por entre nossos dedos... O mundo mudou, tudo está diferente, tudo está mais fast food do que na época em que caçávamos nosso próprio almoço, tudo esta mais free lance do que a época em que olhávamos nos olhos e trocávamos bilhetes a espera daquele beijo, o mundo é perecível, a vida tem pressa, e me importo muito mais com minha dor nas costas do que com o câncer da humanidade... Somos nós por nós mesmos, são os outros sedentos por vitória, somos todos loucos por novidade, por aventura, e por voltar ara casa são e salvos... Reclamamos da humanidade, do vizinho, do guarda de trânsito e eloquentemente falamos em mudar o mundo... Mudar o mundo? O mundo que está errado? Quem faz o mundo? Quem acelera os minutos e mantém os relógios funcionando? Nós, nós e nós... Somos nós quem erramos, somos nós quem estamos transformando o florido mundo em um reservatório de dióxido de carbono, somos nós quem não cumprimentamos nosso semelhante e o cobramos educação, somos nós que estamos estragando o mundo e muito antes de discorrer sobre uma mudança de paradigmas mundiais, devemos repensar nossas próprias atitudes... Somos filhos deste mundo, somos os trilhos por onde ele passa, somos a placa de pare e o sinal verde, mudemos nós nosso egocêntrico jeito de ser, pensar e agir e então o mundo não precisará ser salvo nem tampouco mudado, afinal não é dele que se espera uma mudança, esta mudança deve vir em primeiro lugar de dentro de nós, transformando nossas atitudes, nosso engessado modo de pensar e agir... E então o mundo certamente se tornará um “mundo melhor”... #

sexta-feira, agosto 10, 2012

Hoje acordei meio... Melhor em quê?

Hoje acordei meio...  Melhor em quê?

# Bom dia a você, pessoa top top, graduada nisto, com especialização naquilo, mestrado, doutorado, e até pós doutorado em sanduíche: Terra-Vênus... Bom dia a você que passou boa parte da sua vida estudando feito uma vaca, lendo artigos científicos em línguas que você sequer sabia que existiam, buscando autores que corroborassem para dar veracidade as suas teorias, e trocando noites de farra com amigos por análises estatísticas... Bom dia a você que realmente se tornou expert na rebinboca da parafuseta, você sabe mais do que ninguém sobre este mecanismo, para o que serve e como é usado, parabéns, doutor em rebinboca da parafuseta!!! Mas você é tão fodásticamente foda que sequer se abala por não saber muito bem sobre qualquer outro assunto, e sua auto estima e superioridade são tão enormes que você acaba sendo convincente em qualquer outra coisa, mesmo que esta outra coisa seja um enrolation brabo sobre qualquer teoria que fuja da sua área de estudo... É, você realmente acaba sendo um Doctor very very específico... Especificidade esta que não lhe impede que o título lhe suba a cabeça de uma forma tal, e que você se ache melhor do que qualquer outro ser humano, sobre qualquer ótica, com relação a qualquer coisa... Você segue em frente mesmo que as placas de trânsito lhe digam para dobrar a esquerda, mas o erro foi da placa, não seu, você diz que peixe a escabeche é um prato com frango, embora todos saibam que não, e mesmo após degustar o prato você insiste que o chef deve ter se enganado... Então será que vale a pena tanto estudo, tanto título para se tornar uma pessoa tão fria? Tão egocêntrica, tão “melhor“ em seu mundo de apenas um habitante? Não teria sido melhor não saber tanto e ter se divertido mais? Não seria melhor ter 40 amigos ao invés de 40 publicações? Não seria melhor ser convidada para fazer parte de algo por que você é uma pessoa agradável e não pelo peso do seu currículo? É melhor ser admirada ou ser temida? Pode-se ser boa naquilo que se faz sem precisar de um megafone, pode-se ser reconhecida sem usar cabeças como degraus... Porém, talvez, divagando sobre o assunto, concluo, sem muita certeza, aliás, sem certeza nenhuma, mas acreditando, de que este mundo, nem tão abrangente assim, seja para poucos, muito poucos... #