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quarta-feira, março 20, 2013

Hoje acordei meio... Por que sentimos vontade de sorrir para idosos e bebês?



Hoje acordei meio... Por que sentimos vontade de sorrir para idosos e bebês?

# Bom dia a você nem tão jovem, nem tão maduro, a você que já acha que sabe algo sobre a vida e a você que tem certeza de que não sabe de nada... Bom dia a você que acredita que já aprendeu sobre tudo o que deveria aprender e a você que faz da vida um aprendizado diário... Bom dia a você que muitas vezes caminha por vastas avenidas, intermináveis corredores de shoppings, entre gôndolas de supermercado, tomado pela cegueira... Bom dia a  você que por vezes sequer nota que há um outro ser no mesmo ambiente em que você se encontra, você não é capaz de perceber que não está sozinho, e tomado pela escuridão, segue seu caminho... Mas, este fato não se repete quando você cruza com aquele bebezinho lindo (ou apenas bonitinho)... Aquele bebê fofinho, com cheiro de talco, todo babado, mas com uma ternura e inocência que o faz inevitavelmente olhar aquele ser tão indefeso e arregalar um sorriso! Sim, sempre sorrimos ao nos depararmos com bebês (a não ser que você seja um homem de lata sem coração)... Sorrimos por que sabemos como é duro encarar o trânsito diário, a cobrança do chefe, o mau humor do colega, a reclamação do vizinho, o ciúme do cônjuge, a falta de tempo, de privacidade, de dinheiro, a falta de vida... Então olhamos para aquele ser tão minúsculo, que sequer sabe disto tudo, e sorrimos para ele, para fingir que está tudo bem, para lhe demonstrar carinho e compaixão, para que ele não perceba o caos que o espera... Sorrimos inevitável mente para os bebês, pois já estivemos na pele deles, assim como já acreditamos que o mundo caberia dentro de um saco de balas... Sorrimos para os bebês, pois talvez desejássemos trocar de papel com eles por alguns momentos... E assim que o bebê some de seu foco visual, a cegueira se apodera de seus olhos novamente... Você passa pelos seus semelhantes assim como passa pelas gôndolas de ofertas de sabonetes baratos... Você passa pelos seus semelhantes assim como quem passa pela gôndola que oferta ingredientes para mocotó... Até uma senhora cruzar seu caminho... Sabe aquela senhora bem senhorinha? Curvada sobre seu próprio corpo? Apoiada em uma muleta? Com o mesmo cheirinho de talco que o bebê tinha? Com uma leve cor rosa antigo nos lábios e pós de arroz no rosto? Aquela senhora com rugas do tempo e brincos de pérola, aquela senhora que já deve ter vivido mais de oito décadas de vida, e está ali, na sua frente, ainda cheia de vida... Você a olha com ternura, com a mesma ternura e compaixão com que olhou para o bebê, mas para a senhora você sorri como quem diz: Parabéns! A senhora encarou por todos estes anos o chefe chato, o vizinho reclamão, o marido ciumento, a falta de dinheiro, de tempo, de disposição e está aqui, na minha frente, aproveitando o tempo que lhe resta de vida, sem reclamar, sem se queixar, apenas vivendo... Então você inevitavelmente sorri, fitando aquela senhora, que já passou por tudo aquilo que você diariamente reclama... Você sorri, por que diferentemente do bebê, amanhã você estará no lugar da senhora, e enquanto você pensa que você sorriu para a senhora, você se dará conta de que foi a senhora quem primeiro sorriu para você, assim como você fez com o bebê... A senhora sorriu para você com ternura e compaixão, pois ela já viveu bastante e sabe o caos que o espera... #


sexta-feira, dezembro 16, 2011

Hoje acordei meio... Violência? Assalto? Viver em jaulas?


Hoje acordei meio...  Violência? Assalto? Viver em jaulas?

# Bom dia a você cidadão, que por ter mais de três décadas de vida, pôde conhecer e se deliciar com o sentido da palavra “liberdade”... Bom dia a você que um dia viveu em um mundo cercado apenas por pequenos muros (proteção somente para os cachorros que insistissem em entrar no seu jardim), sem grades ou câmeras de segurança lhe proporcionando a “falsa impressão de segurança”... Bom dia a você que podia estacionar seu carro na rua, deixar as janelas abertas e até a chave na ignição, sem medo de que alguém o levasse embora, bom dia a você que não temia ao caminhar pelas ruas da cidade a qualquer hora do dia, a você que saia tranquilamente para ir aos parques, sem ter que deixar brincos ou relógios guardados em casa... Bom dia a você que podia abrir a casa para vendedores que batiam a sua porta, sem medo, sem desconfiança, e por vezes até convidá-los para um café e uma boa conversa, bom dia a você que hoje em dia teme até o carteiro batendo a sua porta, afinal, você não sabe mais se é alguém querendo lhe entregar correspondências, ou se é um larápio vestido com as roupas de um trabalhador para levar o que você tem de valor dentro da sua casa... E não é só o roubo que nós tememos, temos medo da violência, da maldade, da coronhada e do tiro desnecessário... Segundo pesquisas do Instituo Sangari, o Mapa da Violência 2012 coloca a segurança pública dos gaúchos na 23° posição, atrás de estados como São Paulo e Piauí (?)... Porto Alegre é a 18° capital mais violenta do país, a taxa de assassinatos subiu 18,1% na última década, porém é o município de Alvorada que aparece no topo da lista dos líderes em homicídios. Entre 2008 e 2010 Alvorada registrou 44,1 homicídios por 100 mil habitantes, ou seja, a cada quatro dias uma pessoa é assassinada na cidade... Mas, onde fica a terra sem lei mesmo??? No Brasil cerca de 1,1 milhão de pessoas foram vítimas de homicídio nos últimos 30 anos, sendo cerca de 137 assassinatos por dia em 2010 (para se ter uma idéia do numero de mortos, na disputa entre Palestina e Israel de 1947 ao ano 2000, foram 125 mil mortos: em 53 anos!). O que se vê é que estados mais violentos vêm conseguindo minimizar suas taxas de violência, enquanto outros vêm registrando aumentos consideráveis nestes números. O que é necessário então? Educação! Só resolveremos a violência quando nossos cidadãos forem educados, quando nossos governantes pensarem na população, proporcionando salários dignos, quando houver leis que sejam cumpridas, não importando que esteja sendo julgado, quando houver um basta na luta contra traficantes e contra a ilegalidade, só seremos um país seguro quando respeitarmos nossos semelhantes... Não nos interessa um país que grita para europeus e norte americanos que somos uma economia estável (?), se temos medo de sair às ruas, de deixar nossas janelas abertas... De que adianta uma economia estável (?) se podemos perder nossa vida em cada esquina? Se nossa vida vale uma bolsa ou um aparelho celular velho? Queremos dignidade, segurança e respeito... É pedir muito??? #