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terça-feira, dezembro 20, 2011

Hoje acordei meio... A solidão do mundo dentro de você

Hoje acordei meio... A solidão do mundo dentro de você

# Bom dia a amigo, a você que acordou sentindo uma tristeza, vinda sei lá de onde, com um vazio no peito, com uma sensação de solidão e de indiferença, e sentiu medo... Bom dia a você, que mesmo em um mundo de bilhões de habitantes, cheio de amigos reais e com milhares de amigos virtuais, com diferentes números telefônicos na agenda do seu celular e uma centena de e-mails para se corresponder, vez por outra você se sente só, e isto lhe dá uma sensação de angústia e desamparo, feito um cãozinho abandonado por seus donos em uma praça qualquer... Assim somos nós, seres humanos aprendendo a ser “gente”, aprendendo (ou talvez nunca aprendendo) a viver em um mundo indiferente e cruel... Das centenas de pessoas que moram na sua rua, quantas parariam para lhe levantar caso você caísse? Quantas vezes você saiu chorando na rua sem que alguém lhe oferecesse um lenço sequer? Quantas vezes você se perdeu, sem que alguém, um ser “humano” qualquer lhe ajudasse a encontrar a saída? Que tipo de seres nos tornamos? Seres indiferentes, amedrontados, frios e calculistas... Nossa maior preocupação é com o nosso bem estar, que se dane o outro... Queremos usar um tênis importado e não importa se ele é feito por crianças em regime de escravidão, queremos comer um peixe saboroso e não nos importa se ele é último exemplar de sua espécie, queremos usar o melhor medicamento para curar nossas chagas e não nos importa se milhares de cobaias morreram em seus testes preliminares... Somos assim, feios por dentro, mesmo que nossos cabelos brilhem com o melhor shampoo e que estejamos envoltos nos melhores panos... Somos pequenos, egocêntricos e individualistas... Somos tão egoístas, tão fúteis... É assustador o nosso rumo, uma evolução tecnológica desmedida e uma imensa falta de preocupação com o humano, com o que nos torna real, com o que nos move... Esquecemos que não somos máquinas, que nos nutrimos de sorrisos e abraços e não de biodiesel ou de energia elétrica... Nos nutrimos com o aperto de mão forte, com o olhar de confiança, com a palavra de carinho, e não com petróleo... Talvez esta sensação de medo e de abandono que nos acompanha não seja nada mais do que uma incomensurável falta de nutrientes... Talvez devêssemos nos preocupar mais com um sorriso sincero do que a roupa que iremos usar na noite de natal... Ou será que devemos aprender a ser só? #

sexta-feira, novembro 11, 2011

Hoje acordei meio... Tá, mas por que tem que ser assim?


 Hoje acordei meio...  Tá, mas por que tem que ser assim?

# Bom dia a você criatura inquieta, bom dia a você, pensador e filósofo, e muito bom dia a você, que não aceita tudo o que lhe entregam, como um cãozinho com medo de ratos, nããã, ao contrário disto, você questiona, quer saber o porquê, fica inquieto, coça a cabeça, a bochecha, caminha de um lado por outro e tenta entender ao invés de somente aceitar... Sim, você tenta entender, coisas básicas, coisas tostas, coisas ridículas, mas que fazem parte da sua ridícula vida e da sua ridícula pergunta que não quer calar: Mããns, o que eu to fazendo aqui mesmo??? Você, figurinha questionadora, tenta compreender por que certas coisas acontecem quando elas simplesmente não têm que acontecer, e porquê outras simplesmente não acontecem quando deveriam??? Por que nenhuma vontade de beijar na boca ou dormir de conchinha quando se está casada, e uma vontade enóórme de dormir abraçadinho de beijar móito quando se está solteira? É a rotina que nos mata aos poucos, é o dia a dia que acaba com nosso tesão? Queporraéeessa? Quem explica? Freud? Sua mãe? Dercy Gonçalves? Pãtz, tá fódis hein... Me diz então, por que quando você está sozinha, tipo sólita mesmo, numa seca braba, nã-pin-ta-ne-nhum-bo-fe, mas tudo muda quando você conhece alguém, depois de se comprometer, é chuva de homi no seu pára brisas, me diga por quê? Por que tantas escolhas? Por que sempre estamos sendo testados? Por que dentre milhares nos foi concedido o direito a usufruir de apenas um corpo e seus opcionais (tudo no maior respeitcho, claro!)? Saca que vida difícil esta nossa? Você entende? Aliás, você se entende? Entende por que a saudade por alguém que lhe desprezou, lhe fudeu a vida, foi um puta dum canalha, mas você vez que outra se pega pensando no salafrário? Explica? A explicação – brilhante como sempre – é que: Não há explicação! Talvez o ser humano, em toda a sua evolução de homem das cavernas para homem das internetes, tenha lutado tanto pelo seu espaço, pelo seu lugar na caverna e por uma suculenta coxa de brontossauro, que evolutivamente nós tenhamos nos acostumado a lutar com todas nossas forças por aquilo que realmente queremos e necessitamos, talvez chegar em casa e ver a caça pronta, deitada em cima da cama, esperando para ser assada, não seja tão excitante quanto correr atrás dela e lutar por sua captura, talvez até o seu sabor mude, talvez nosso paladar tenha se tornado mais exigente, talvez, talvez... Só talvez... #